Quando a pandemia terminar eu quero:
Quando a pandemia terminar eu quero:
(se sobreviver)
Visitar meus irmãos e parentes com mais frequência, chegar
de surpresa, mesmo que seja a costumeira visita de beija-flor.
Reunir a família em um encontro. Pegar no colo os novos
membros da família que ainda não conheço.
Abraçar meus colegas de trabalho e participar de uma
calorosa resenha.
Ir à casa dos amigos, conversar e aceitar o cafezinho que
for oferecido.
Viajar, ir a lugares que a muito tempo estou planejando em
ir e fico adiando. A primeira viagem mais longa é a Aparecida do Norte.
Ver um jogo do Cruzeiro, mesmo na segunda divisão.
Assistir pelo menos mais um show de Paulinho Pedra Azul e do
meu amigo Adalberto (no bar Marechal ou em outro local).
Jogar truco, não importa se vou levar seis. Quem escuta um
seis pode colocar um nove, não é?
Participar mais da vida da comunidade. Quem sabe eu ainda
possa contribuir com alguma coisa.
Dar muitas aulas de matemática. Se aposentado, dar aulas de
forma voluntária. Obmep, pré Enem e reforço.
Lutar, contra as desigualdades, por mais direito e pelo
respeito a todos seres humanos, ainda quero fazer muitos bate volta a Belo
Horizonte, Brasília e outras cidades (mesmo aposentado).
Gritar palavras de ordem e dizer às pessoas, um mundo melhor
é possível.
Convidar as pessoas para trabalharmos por este mundo melhor.
Dizer fora Bolsonaro e fora todos que promovem as injustiças.
Dizer eis me aqui: a Deus e as nossas lutas.
Antonio Carlos
Sobrália, 17 de janeiro de 2020
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