CORRELAÇÃO DE FORÇAS
Sobrália MG. Opinião.
Correlação de forças
Escrevi, recentemente,
sobre três dimensões de nossa luta: Institucional, sindical e ideológica,
destacando que as três estão intimamente ligadas.
A correlação de forças
define quais os setores que serão, ou não, beneficiados nas decisões que uma
sociedade assume. Em um sistema capitalista, a correlação de forças é
amplamente favorável às classes dominantes. Os pobres e os trabalhadores, além
de garantir todo o processo de produção sustenta o sistema econômico garantindo
o acúmulo de riquezas para uma parcela minoritária da população.
Por exemplo, no Brasil os
ricos pagam relativamente menos impostos que nós trabalhadores. Isto ocorre
porque têm mecanismos (e amparo legal) como a isenção sobre os lucros e
dividendos de suas empresas. Isso ocorre porque sempre dominaram a correlação
de forças da sociedade brasileira. As chamadas bancadas BBBB (boi, bala, bíblia
e bola) votam sistematicamente a favor dos interesses das classes dominantes e
em detrimento dos interesses dos trabalhadores.
Os trabalhadores somente
conseguem alguns avanços com muita luta e organização, mesmo quando a
correlação de forças apresenta alguns elementos a seu favor.
A correlação de forças no
Brasil foi bruscamente alterada com a retirada da presidente Dilma Rousseff da
Presidência da República. Essa alteração trouxe para a classe trabalhadora
percas incomensuráveis como a PEC 95 que congelou por vinte anos os
investimentos primários do estado, como saúde e educação. As mudanças na
legislação trabalhista e a terceirização irrestrita também são exemplos das
retiradas de direitos que fomos submetidos.
Alguns dos atores das
disputas da hegemonia da sociedade brasileira são: poder econômico, poder
militar, mídia, partidos políticos, sindicatos e movimentos sociais.
Um dos grandes desafios
que temos nas eleições de outubro é: tentar mudar a correlação de forças que
temos hoje, amplamente desfavorável à classe trabalhadora para uma em que
tenhamos maior força social com condições de reverter as retiradas de direitos
que nos impuseram e garantir avanços em nossas conquistas.
Sobrália, 16 de setembro
de 2018.
Antonio Carlos
Professor Educação Básica.
Sobrália MG.
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