Sobre a proliferação de Fake News.

 

Sobre a proliferação de Fake News.

 

Certa vez houve um culto, próximo aqui de casa, da Igreja Presbiteriana de Sobrália e o pastor falava em sua mensagem que a humanidade inventou nomes novos para pecados antigos.

Não lembro exatamente os exemplos que ele citou, mas vou arriscar listar alguns que seguem na mesma linha de raciocínio. Assim, chamamos de relacionamento extraconjugal, o adultério. Apropriação indébita refere-se ao desvio ou roubo de recursos alheios, públicos ou privados. Perseguição política, jurídica e midiática chamamos de lawfare, e a mentira hoje recebe a “carinhosa” alcunha de Fake News.

Nos últimos dias, o número de Fake News aumentou consideravelmente em nossas redes sociais. Infelizmente, parte da população só busca informações dentro das bolhas que pertencem e as mensagens de aplicativos como o WhatsApp e o Telegram têm sido, para muitos a principal fonte de acesso ao que acontece no mundo.

Não é raro vermos pessoas com um considerável conhecimento acadêmico reproduzindo as mentiras que circulam nas redes sociais. E sejamos sinceros, quem nunca compartilhou uma Fake News?

No entanto, o objetivo deste pequeno texto é o seguinte: A quem interessa produzir e espalhar estas mentiras confundindo o nosso povo? Obviamente quem precisa de notícias falsas não pode contar com a verdade. Infelizmente um boato pode ser capaz de decidir uma eleição ou no caso específico da sindemia do Covid-19, causar milhares de vítimas.

As Fake News são cuidadosamente planejadas, produzidas e espalhadas por pessoas que sabem que estão disseminando conteúdo falso. Para alcançar seus objetivos políticos, econômicos ou culturais estas pessoas não usam do menor escrúpulo ou bom senso.

E nós, o que podemos fazer diante de tantas informações que recebemos diariamente? Como filtrar as notícias de modo que possamos separar as notícias falsas das minimamente confiáveis?

É bom sempre separar quem produz conteúdo de quem compartilha, embora o segundo concorda com o primeiro.

A primeira ação nossa deve ser esta reflexão. Por que produzir mentiras se é a verdade que liberta? Segundo, sempre checar as informações, desconfiar de textos, vídeos e áudios produzidos de formas genéricas e muitas vezes com erros gritantes de ortografia e concordância. Também desconfie de postagens sensacionalistas ou catastróficas. Na dúvida não compartilhe.

Há hoje ferramentas que nos permitem identificar os boatos virtuais, uma simples pesquisa na rede mundial de computadores pode evitar que danos maiores sejam causados à nossa sociedade, que já sofre com uma sindemia com mais de trezentas mil mortes e com a inépcia das autoridades, principalmente do governo Federal, na prevenção e no combate desta doença.

 Antonio Carlos
Sobrália, 26 de março de 2021.

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